Levantamento da Abert aponta que 1400 rádios AM solicitaram migração para FM
Brasília – Número representa 80% das emissoras, sendo que a maioria é do sul do pais
Cerca de 80% das emissoras de rádio solicitaram a migração do AM para o FM. De acordo com dados da Abert, o número representa mais de 1,4 mil rádios. O prazo para o pedido de migração foi encerrado na segunda-feira (10). A região que registrou maior número de rádios foi o Sul e, o Centro-Oeste, foi a região que teve o menor percentual de solicitações.
Na região Sul, 85% das emissoras AM solicitaram a migração. Em seguida vem a região Sudeste com 79%, Nordeste com 68%, Norte com 65% e Centro-Oeste com 64%. As emissoras que prestam atualmente o serviço de OM local e não solicitaram a migração terão o serviço extinto após o final da licença da outorga, sem a possibilidade de renovação. As rádios que contam com abrangência regional e que não solicitaram a migração, permanecerão no dial.
Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Maranhão, Mato Grosso e toda a região Norte, exceto o Pará, que ainda está em consulta pública, já tiveram os canais inseridos no plano básico de FM para as emissoras que solicitaram a migração. Está em andamento a consulta pública para o plano básico de FM nos estados do Ceará, Bahia, Sergipe, Paraíba, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
Após a definição dos canais FM destes estados, as emissoras deverão apresentar toda a documentação exigida para a habilitação e esperar a divulgação por parte do Ministério das Comunicações do valor que será cobrado para a adaptação da outorga. Nas localidades com espectro cheio, principalmente em grandes cidades, as emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV, quando os canais 5 e 6, hoje ocupados pela TV analógica, serão desocupados e destinados à faixa FM.
Centro América Easy FM estreia estúdio de vidro em Cuiabá
Cuiabá – Inauguração contou com presença de autoridades políticas e convidados
A Centro América Easy FM 99.1 de Cuiabá está com novidades. A emissora, voltada ao público adulto-contemporâneo da capital mato-grossense, está com novos estúdios. A rádio inaugurou nesta semana um estúdio de vidro (chamado de glass studio), que dá a possibilidade dos ouvintes acompanharem o que ocorre dentro do estúdio.
A Centro América Easy tem recebido investimentos nos últimos anos e, agora, a rádio passou por uma reestruturação de seu parque tecnológico. "Foi um grande investimento em seu parque tecnológico. Mas antes, foram feitos investimentos nas pessoas. Contratamos e treinamos profissionais nas áreas artística, de marketing, de engenharia e jornalismo. Foi esse o principal fator que tornou possível um alto investimento no novo estúdio, um dos mais modernos da América do Sul”, explicou o diretor artístico da rádio, Magal Lino.
Além dos investimentos na Centro América Easy, o Grupo Zahran, que controla a emissora, também tem feito investimentos na Rede Centro América, que conta com rádios pelo interior do estado com programação voltada ao segmento popular. A rede estreou a afiliada Centro América Hits FM 103.1 de Cáceres.
A Centro América Hits FM de Cáceres é a quinta emissora da rede e terá a sua programação 100% local. Com quase 90 mil habitantes, o município de Cáceres faz divisa com a Bolívia, ficando cerca de 80 quilômetros de San Matías. Além disso, a cidade fica a aproximadamente 180 quilômetros da capital do estado, Cuiabá.
Além de Cuiabá e Cáceres, a rede conta com as rádios com segmentação popular da Centro América Hits FM 101.5 de Rondonópolis, Centro América Hits FM 89.3 de Sorriso e a Centro América Hits FM 99.9 de Araguaia.
Esta sexta-feira, 14, marcou a despedida do apresentador e comentarista Lauro Quadros do Grupo RBS. Com mais de 50 anos no jornalismo, sendo 31 deles na empresa, o profissional deixará o dial da Rádio Gaúcha. A última participação de Quadros aconteceu há pouco no programa 'Polêmica', que foi especial ao dedicar a edição à carreira do radialista. Com a decisão, a atração, inclusive, também se despede, já que será encerrada.
Quadros conta que pensou em se aposentar depois do pedido da família. "Meus filhos me diziam: 'Pai, 75 já. Daqui a pouco está com 80, 85 anos. Vamos gozar a vida'". A trajetória dele começou no final da década de 1950, quando ele foi repórter esportivo na Gaúcha. Nos últimos 15 anos, esteve à frente do 'Polêmica'.
O profissional também integrava a bancada do 'Sala de Redação' desde 1985. Ele passou pela RBS em diversos momentos, o que o fez acumular passagens por Zero Hora, RBS TV e TVCOM. "Não é uma despedida. Eu estarei disponível sempre para a RBS. Eu me apaixonei pela RBS. Vou continuar vinculado à RBS", disse na ocasião, disse ele.
O currículo dele revela experiência como repórter de campo, narrador e comentarista esportivo. Quadros cobriu dez Copas do Mundo, títulos brasileiros, Libertadores da América, excursões da Seleção Brasileira e dos times de Grêmio e Internacional, além de cobrir outros eventos fora do esporte. O trabalho do jornalista foi reconhecido com o Prêmio ARI de Jornalismo.
As mudanças vão dar à grade da Rádio Gaúcha uma nova programação. A partir de segunda-feira, 17, começa a ser transmitido o programa 'Timeline Gaúcha', que vai ao ar das 10h às 11h, de segunda a sexta sob comando dos jornalistas Luciano Potter e Kelly Matos, em Porto Alegre, e David Coimbra, direto de Boston, nos Estados Unidos. Além disso, outra alteração é a ampliação do 'Gaúcha Atualidade', apresentado por Daniel Scola, Rosane de Oliveira e Carolina Bahia. O programa ganha meia hora a mais de duração, das 8h10 às 10h.
Escrito por Redação Comunique-se
A necessidade da criação do Operador Único da Rede Pública Digital, que deverá unificar a infraestrutura para a digitalização dos canais das emissoras públicas, foi um dos assuntos debatidos na quinta-feira, 13, durante o Fórum Brasil de Comunicação Pública. O diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, argumentou que a estrutura poderá reduzir os custos de digitalização dos canais comunitários, legislativos, judiciários e educativos, pois os gastos seriam compartilhados A EBC é a empresa que deverá gerenciar o operador único. Nelson Breve citou o exemplo do que foi feito em Brasília, onde as emissoras privadas e a EBC dividiram os custos para a compra de uma única antena de TV digital. “É possível, se tiver planejamento, vontade, desprendimento de todos, construir todo o processo público, privado e estatal muito mais barato no Brasil. Isso só não interessa para quem produz equipamentos de radiodifusão”, disse.
A EBC defendia que a criação do operador único fosse incluída entre as obrigações previstas no edital do leilão da faixa de 700 mega-hertz, que foi destinada à tecnologia 4G, mas isso não ocorreu. As emissoras públicas têm pressa para definir a questão, porque a limpeza e a realocação dos canais que estão na faixa de 700 MHz vai começar no início do próximo ano. Para Nelson Breve, “está quase muito tarde” para viabilizar o operador. “Se não corrermos para fazer com que a Anatel faça uma revisão da recanalização, vai ser tarde demais”, ressaltou o presidente da EBC.
A jornalista Cláudia de Abreu, do Sindicato de Jornalistas do Rio de Janeiro, conclamou os representantes das entidades presentes ao fórum para fazer uma campanha em defesa do operador único. “Os canais comunitários só vão existir na rede, em sinal aberto, se existir um operador de rede público. Se não, serão canais comunitários vinculados ao poder econômico, e aí não são canais verdadeiramente comunitários Sem essa garantia do operador de rede para fazer o transporte de sinal, isso não vai acontecer”, disse.
Para Mário Jéfferson Leite Melo, da Frente Nacional pela Valorização das TVs Comunitárias do Campo Público (Frenavatec), não há vontade política para viabilizar o operador único. Ele defendeu a utilização dos recursos arrecadados no leilão da faixa de 700 MHz para viabilizar o operador único. “Quando demos um cheque em branco para a criação da EBC, tivemos como moeda de troca a garantia de que estaríamos na faixa de 700 MHz, que foi vendida para o 4G”, justificou. Ele disse também que essa discussão deve ser incluída na pauta de todas as entidades. “Se não tivermos o operador de rede, as TVs comunitárias vão desaparecer. Precisamos estar bem atentos”, disse.
Mais cedo, trabalhadores da EBC e representantes sindicais aproveitaram a participação de Nelson Breve no fórum para manifestar insatisfação com a forma como a empresa vem conduzindo questões acordadas durante a greve ocorrida em 2013 – ligadas, principalmente, ao plano de carreiras – e denunciaram o que classificam de prática antissindical adotada pela diretoria. Em nota, a EBC refutou tal prática e informou que todas as acusações apresentadas serão esclarecidas até o dia 17 de novembro.
O coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Jonas Valente, informou que foi feito um dossiê para relatar casos de desrespeito a direitos trabalhistas na EBC. Segundo ele, o documento foi entregue à diretoria da empresa e também ao Ministério Público do Trabalho e a autoridades do governo federal. “A empresa tem desrespeitado diversos direitos trabalhistas [como hora extra e desvio de função], bem como acordos coletivos firmados em decorrência da greve de 2013”, disse.
O protesto foi feito de forma silenciosa, durante a primeira fala de Nelson Breve no fórum. Os trabalhadores estenderam faixas com frases em defesa da comunicação pública e críticas à falta de definição quanto ao plano de cargos e salários.
O diretor vice-presidente de Gestão e Relacionamento da EBC, Sylvio Andrade, negou qualquer prática antissindical e acrescentou que o plano de carreiras é prioridade na empresa. “Mas isso não pode ser discutido superficialmente”, disse ele. “Até o final de novembro, vamos concluir o descritivo completo de cargos e atividades em cada nível e o quantitativo de níveis mais adequado para a progressão, além dos critérios a serem adotados para promoção e progressão de carreira”, acrescentou. Segundo Andrade, em relação aos pisos salariais, "o campo de convencimento não é a EBC, e sim o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais [Dest]”.
O Fórum Brasil de Comunicação Pública é promovido pela Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados e pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom). Ao final do evento, as organizações participantes entregarão a plataforma consolidada de demandas para a comunicação pública à presidenta Dilma Rousseff.
*Edição: Juliana Andrade, com colaboração de Pedro Peduzzi.
Escrito por Sabrina Craide - Agência Brasil*

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